O grito de Deus! Vivemos em dias nos quais damos atenção a muitas vozes, na sociedade moderna há comunicação e conteúdo para todo tipo de gosto, faixa etária, idade, sexo e interesse. Temos vozes nos meios de comunicação tentando nos vender algo na: televisão, rádios, jornais, noticiários, internet e ainda temos outras vozes na escola nos ensinando: professores, diretores, colegas de sala. Vozes na família educando: pai, mãe, avós, avôs, tios, tias; vozes no trabalho compartilhando tarefas: colegas e amigos do trabalho, chefes, diretores, e até vozes na igreja nos ensinando a palavra de Deus: pastores, diácono, ministros de louvor, amigos, dirigentes. Só para descrever a quantidade de vozes que ouvimos diariamente temos acima pessoas e informações que se ouvíssemos em um só dia ininterruptamente todos, iríamos enlouquecer.
Queria chamar a sua atenção para uma coisa, se ouvirmos e prestarmos atenção a todos, teríamos sérios problemas de quem deveríamos ouvir aquilo que realmente seria bom para nós, vejamos um pai assistindo ao jornal das 8:00 h, que fala para seu filho: Cale a boca menino, que quero ver o jornal, ou uma mãe que após o estafante trabalho doméstico senta em seu sofá, e quer assistir tv, e fala com a filha: fica quieta menina no seu canto que quero assistir novela. Vejamos este filho querendo a atenção deste pai, o que o filho tem a falar com o pai é importante, mas para o pai não tem importância, pois é algo da criança, este filho poderia representar Deus chamando por nós para que tenhamos sua atenção, pois ele quer contar coisas relevantes, coisas do Pai (Deus), e nós como aquele pai atento ao jornal não damos atenção ao que é realmente importante, necessário, urgente, que é dar ouvidos ao seu filho. Nós temos dificuldades de encontrarmos o Senhor em coisas simples, pois essas não nos interessam. Preferimos tragédias ou dores, pois achamos que encontramos Deus somente no sofrimento; sim, Deus está conosco no sofrimento e angústia, mais o seu maior desejo de uma maneira muito simples e especial é nos levar para o seu esconderijo. Neste lugar o pai dá toda atenção ao seu filho, nosso coração se rende a singeleza da voz mansa e suave do Senhor, pois parece a de uma criança que nos ama incondicionalmente.
E Deus? Tem tido nossa atenção como este pai que assiste o jornal, ou como esta mãe que vê sua novela? Ou como alguém que pára o que está fazendo para dar atenção ao que é realmente importante e prioridade, e que vai trazer boas sementes em nossa vida. As vozes que damos atenção é que farão nosso caminho até o Reino de Deus menos difícil. Acredito que Deus não tem tido nossa atenção máxima devido a importância que damos a outras vozes neste mundo não tão importantes, veja, não estou afirmando que não devemos dar atenção ao vermos um jornal, conversarmos com o cônjuge, jogar conversa fora com amigos, atentar para “a mensagem do pastor de nossa igreja local”, mas há uma voz que clama, há um grito nos céus, e um grito é uma mensagem de desespero de Deus, é uma mensagem do amor de Deus pelos homens, mensagem de santidade, é a mensagem da dor da cruz quando Jesus gritou: Eli, Eli lamá sabactami, DEUS, DEUS, PORQUE ME ABANDONASTE? Deus o ouviu. Jesus gritou aos céus, pois todo os nossos pecados estavam sobre ele, e sua alma e carne haviam sido massacradas pelo ódio dos homens, então no seu coração e sua alma, ele bradou, ele gritou, como uma mulher grita em dores de parto quando está para nascer mais um homem ao mundo. Quando nossa alma adoece, o espírito em nós se abate, a carne enfraquece, há a possibilidade de gritarmos e sermos ouvidos por Deus, nasce o clamor sincero em nosso coração por Deus, por sua bondade, pelo seu carinho, pelo seu amor, algo recíproco da parte Dele, pois ele está a gritar dos céus pela alma dos homens, pela sua companhia, pelo seu servir, pois o homem foi criado para ser amigo de Deus, e filho, que ouve e obedece a voz do Pai, e é feliz e abençoado por esse Pai amoroso.
